Região Portuária ganha mural com rostos de atletas do Time Olímpico de Refugiados (16/08/16)

Região Portuária ganha mural com rostos de atletas do

Time Olímpico de Refugiados

Fonte: RMC

Fotos: Marlei Zimmermann

Foto:Marlei Zimmermann
Foto:Marlei Zimmermann

Um mural com quase dois quilômetros de extensão foi inaugurado na Região Portuária nesta terça-feira (16/08), em homenagem ao Time Olímpico de Refugiados. Mais uma iniciativa do projeto GaleRio, o grafite reúne obras de 20 artistas de variados estilos e técnicas ao longo das paredes externas dos armazéns 7 e 8. Cada um dos dez atletas do time teve seu rosto retratado pelos artistas cariocas Rodrigo Sini e Cety Soledade. Jornalistas credenciados pelo Rio Media Center (RMC) visitaram o local.

 

 

 

 Cety Soledade e Rodrigo Sini / Foto:Marlei Zimmermann
Cety Soledade e Rodrigo Sini / Foto:Marlei Zimmermann

“Houve uma convergência de ideias: a Prefeitura do Rio queria deixar neste local um presente para a cidade, que lembrasse a Olimpíada e com o qual o carioca se identificasse. Pensamos no grafite e numa homenagem ao time de refugiados e convidamos dois artistas que se envolveram bastante com a causa”, contou Cristine Nicolay, curadora do GaleRio e coordenadora do Instituto EixoRio, órgão criado pela prefeitura com o objetivo de estreitar o relacionamento entre o poder público e a sociedade através da arte.

Entusiasmados com as histórias dos atletas refugiados, Sini e Cety, em pouco mais de uma semana, estamparam na fachada as imagens dos cinco esportistas do Sudão do Sul – os corredores Anjelina Nadai Lohalith, Rose Nathike Lokonyen, James Nyang Chiengjiek, Paulo Amotun Lokoro e Yiech Pur Biel -; do maratonista etíope Yonas Kinde; dos judocas do Congo Popole Misenga e Yolande Bukasa Mabika; e dos nadadores da Síria Rami Anis e Yusra Mardini.

“É impossível não se emocionar com a história deles. Para mim, esse time é o grande campeão. Fizemos esse trabalho com muito respeito e admiração por essas pessoas”, disse Sini, carioca do bairro de Padre Miguel, que há 15 anos trabalha com grafite. Ele considera um fato histórico a primeira participação de um time de refugiados em uma Olimpíada: “E isso está acontecendo aqui no Brasil, no Rio de Janeiro. Não poderíamos deixar passar em branco. Eles ficarão aqui para sempre, sendo lembrados por cariocas e turistas que visitarem essa região”.

Para Cety Soledade, o grafite é uma expressão artística que contribui para o debate social. “Para nós foi muito interessante essa oportunidade de provocar a reflexão a respeito de uma questão mundial”, disse, acrescentando que o esporte, assim como a cultura, tem um poder transformador das sociedades.

Estilista, modelo e empreendedora com passagem por vários países, a carioca Juliana Luna participou da iniciativa fazendo a aproximação entre o EixoRio e a agência americana Purpose, parceira da Unicef e da UNHCR (o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) em ações de suporte aos refugiados. “São mais de 65 milhões de pessoas no mundo que estão fora de suas casas, de seus países. Precisamos olhar para isso. E precisamos dar oportunidades a eles. O Time de Refugiados nos ensina que é possível realizar sonhos”, disse.

Depois de entrevistar os artistas, Neil John Barker, jornalista da agência britânica Omnisport, elogiou a iniciativa: “Foi uma oportunidade ótima de ouvir outras vozes da cidade”.

Bem vindo! Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: